Os antibióticos são medicamentos capazes de combater uma infecção causada por bactérias. O primeiro antibiótico descoberto foi a penicilina, e foi descoberto pelo médico bacteriologista Alexander Fleming. Os antibióticos podem ser bactericidas, quando destroem diretamente as bactérias, ou bacteriostáticos, quando impedem a multiplicação das mesmas, facilitando o trabalho do nosso sistema imunitário no controle da infeção. De forma a ser efetivo e tolerável, o antibiótico necessita de ser uma substância nociva para as bactérias mas de alguma forma segura para as nossas células, o que não significa que não possa haver efeitos secundários. Atualmente os antibióticos são substâncias sintéticas, produzidos em laboratórios, muitos deles derivados de substâncias naturais como é o caso da penicilina. Um dos maiores problemas da actualidade é o uso indiscriminado destes medicamentos, o que tem levado ao aparecimento de bactérias resistentes. A resistência antibiótica é a capacidade dos organismos resistirem aos efeitos de um antibiótico ou anti-microbiano. O uso inadequado de antibióticos (na terapia humana e na utilização como promotor de crescimento em animais que fazem parte da alimentação humana) conduz ao aparecimento de resistências, tornando os agentes anti-microbianos menos eficazes. A resistência pode ser adquirida via: transformação, conjugação, transdução e mutação. Segundo a Organização Mundial de Saúde, mais de 50% dos antibióticos são prescritos de forma inadequada representando um desafio para os países em desenvolvimento que são os principais afetados por diversas doenças e também porque estão incapacitados pela falta de infraestruturas como laboratórios, diagnósticos, controle de qualidade, regulação e monitorização na sua utilização. Portugal é um dos países da Europa com taxas elevadas de resistência aos antibióticos. Segundo a Direção Geral de Saúde esta resistência é uma das maiores ameaças à saúde pública na atualidade. Tipos de infeções tratadas com antibióticos: Qualquer infeção bacteriana pode ser tratada com antibióticos. Infeções por vírus não melhoram com antibióticos e, portanto, não devem ser tratados com os mesmos.
  • Infeções com vírus devem ser tratadas com antivirais (quando necessário).
  • Infeções por fungos devem ser tratadas com antifúngicos.
  • Infeções por parasitas devem ser tratada com antiparasitários.
  • Infeções por bactérias devem ser tratadas com antibióticos.
Como funcionam? As bactérias invadem o corpo do hospedeiro e utilizam os recursos do corpo para se reproduzirem, multiplicando-se a cada ciclo de reprodução, que pode durar algumas horas ou poucos minutos. Quando chegam a um certo número, começam a danificar o corpo, modificando o ambiente ao seu redor. O sistema imunitário é ativado e trava uma batalha com as bactérias, tentando eliminar a infeção. Muitas vezes, esta batalha pode durar dias e nem sempre o corpo é capaz de a vencer. Quando isso acontece, as bactérias matam o hospedeiro. Uso excessivo: A ideia de que os antibióticos podem curam tudo não desaparece, por mais que as autoridades de saúde nacionais e internacionais digam o contrário. Dois terços da população mundial acreditam ainda que os antibióticos são eficazes contra gripes e constipações. O inquérito da Organização Mundial da Saúde divulgado para assinalar o Dia Europeu dos Antibióticos mostra que 64% dos 9772 entrevistados em 12 países estão convencidos de que estes fármacos curam infeções causadas por vírus. E 44% julgam que a resistência aos antibióticos é um problema só para quem abusa destes medicamentos. A resistência aos antibióticos tem um enorme impacto na saúde pública: tratamentos e hospitalizações mais prolongadas, maior mortalidade e infeções mais agressivas. Em Portugal, a Direcção-Geral da Saúde calcula que cerca de um em cada dez doentes (10,7%) contraia uma infeção nas unidades de saúde nacionais, muito acima da média da UE (6%). Para estes números contribuem o mau uso dos antibióticos e as práticas de diagnóstico e profilaxia desadequadas. O problema tem raízes biológicas, técnicas e comportamentais, como a prescrição e o consumo desadequado destes fármacos. Efeitos secundários: Os mais comuns são fezes moles, diarreia e náuseas. Outros efeitos podem surgir entre os quais:
  • Vertigens
  • Diminuição do número de glóbulos brancos
  • Fotofobia
  • Lesões oculares
  • Convulsões
  • Lesão hepática
  • Dores de cabeça
  • Mudança na cor da urina
  • Lesão, cálculos ou insuficiência nos rins

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *